
(imagem retirada de http://www.cm-agueda.pt/)
Este equipamento que já trabalha arduamente desde meados de Dezembro nas nossas águas tem sido alvo de Romaria. E a nossa querida câmara tem aproveitado ao máximo os valores turísticos deste seu "brinquedo", para tal alargou o horário de visita ao "monumento" ( podendo ser visitado de Segunda a Domingo das 9 as 17), assim mesmo em horário alargado não olhando a despesas para se poder ver o trabalho feito. Aproveitando este novo filão, está aberto um concurso até ao final do mês de Abril, para se poder escolher um nome para a ceifeira (http://www.cm-agueda.pt/) passem pelo sitio da Câmara Municipal e votem.
É visivel o bom trabalho que esta equipamento já efectuou no espelho, (mais de 10 000 m^3 de jacintos "in CMA") no entanto não podemos esquecer que grande parte desta iludida limpeza em que a Pateira se encontra, foi mais trabalho das cheias deste inicio de ano que atirou os jacintos para as terras circundantes do que do ardúo trabalho da papona. Papona... interessante este nome que nos surgiu, é pena não estar na lista para ser votada, porque se calhar ganhava, pois sería o mais adequado, já que este monstro aquático não foi programado só para "comer" jacintos, e vai daí , como diz o adágio popular ,"tudo o que vier á rede é peixe", literalmente a ceifeira para além de ceifar os jancintos (ou seja cortá-los curtinhos para depois rebentarem, como se de gramão se tratasse) tráz também demais flora e fauna que será contabilizada em m3... interessante. Claro que em todas as guerras há danos colaterais e estes esperemos que valham a pena, mas para tal a batalha terá que ser vencida e isso ainda estamos para ver...
Quem na semana passada se deslocou a Fermentelos para visitar a atracção, desde já pedimos desculpa, primeiro pela má qualidade da estrada de acesso á zona de diversão, segundo, por não existirem zonas onde se possa chegar perto da água em segurança e sem ter que levar as galochas e por último pelo facto de a ceifeira ter tido um "problemazinho" (depois de ter encalhado numa insúa e de se ter chamado uma grua para a tirar ela simplesmente partiu-se aos pedaços o que a obrigou a ir para o estaleiro), mas resolvido está, por isso venham a Fermentelos e aproveitem.
Depois de ter lido alguns comentários surgiu-me o seguinte…
Como todos bons Portugueses que somos, temos sempre aquele perfil de “treinadores de bancada”, isso, ninguém nos tira! Então porque não tirarmos proveito disso para dar-mos algumas boas ideias para o futuro.
“O que é que tu farias pela Pateira?”
É esse repto que faço, o que é que vocês, com os conhecimentos que têm fariam para salvar a Pateira… e falo, globalmente!
Não só desafio, para que surjam ideias de solução da praga dos jacintos (porque essa para já penso estar resolvida, não a praga, mas a solução) mas também ideias de requalificação das margens e de aproveitamento do que estas águas nos poderão dar.
Fundamentem bem as vossas ideias, para que na sorte de alguém com poder decisivo ler esses comentários, possa começar a pensar no nosso problema.
Desde criança que “já sinto a Pateira”. Lembro-me com saudade da festa do Emigrante que enchia as margens da Lagoa de gente curiosa que vinha espreitar as acrobacias dos aviões e dos paraquedistas. Lembro-me do ambiente festivo que durante dias dava cor e alegria a Fermentelos, que se enchia de orgulho para falar da “sua” Pateira. Quem não se lembra do tão esperado fogo aquático nas águas da Lagoa Adormecida (assim carinhosamente apelidada)?
Não me esquecerei certamente de outra tradição dessa festa que a mim me agradava particularmente: o almoço em família nas margens da Pateira. Lembro-me ainda que fazia parte do programa a apanha do moliço e de certo que isso ajudava a tornar possível a realização de actividades desportivas como a canoagem (em tempos que já lá vão).
Lembro-me também que há alguns anos atrás havia muito quem se aventurasse a mergulhar naquelas águas, porque nessa altura a água não era tão poluída e não estava invadida de
jacintos!
Infelizmente tudo isto não passa de um exercício de memória. Hoje a Pateira está esquecida e vai-se escondendo atrás dos jacintos que se alastram sem dó nem piedade. Muito se prometeu no passado, muitos se promete no presente, e no futuro? Será que a Pateira vai continuar a viver de promessas? Aliás, diria antes a morrer de promessas.
Se nada for feito hoje, amanhã não haverá Pateira.