Também sinto a Pateira
Published Wednesday, October 18, 2006 by jasintoapateira | E-mail this post
Desde criança que “já sinto a Pateira”. Lembro-me com saudade da festa do Emigrante que enchia as margens da Lagoa de gente curiosa que vinha espreitar as acrobacias dos aviões e dos paraquedistas. Lembro-me do ambiente festivo que durante dias dava cor e alegria a Fermentelos, que se enchia de orgulho para falar da “sua” Pateira. Quem não se lembra do tão esperado fogo aquático nas águas da Lagoa Adormecida (assim carinhosamente apelidada)?
Não me esquecerei certamente de outra tradição dessa festa que a mim me agradava particularmente: o almoço em família nas margens da Pateira. Lembro-me ainda que fazia parte do programa a apanha do moliço e de certo que isso ajudava a tornar possível a realização de actividades desportivas como a canoagem (em tempos que já lá vão).
Lembro-me também que há alguns anos atrás havia muito quem se aventurasse a mergulhar naquelas águas, porque nessa altura a água não era tão poluída e não estava invadida de
jacintos!
Infelizmente tudo isto não passa de um exercício de memória. Hoje a Pateira está esquecida e vai-se escondendo atrás dos jacintos que se alastram sem dó nem piedade. Muito se prometeu no passado, muitos se promete no presente, e no futuro? Será que a Pateira vai continuar a viver de promessas? Aliás, diria antes a morrer de promessas.
Se nada for feito hoje, amanhã não haverá Pateira.
Ganda blogue!
É preciso mesmo ter consciencia e iniciativa.
Parabéns
Tenho mesmo de concordar com este post, também Sinto a Pateira desde criança.
Desde muito novo me ensinaram a amar, respeitar e valorizar este lençol de água de características únicas.
Lembro-me muito bem dos dias em que as gentes se viravam para a Pateira e tinham orgulho em manter aquele espaço condigno para fazer dele o "ex libris" da sua terra e das suas vidas. Mas esses tempos de festa e reuniões nas margens foram bons momentos... mas foram!
Hoje os filhos e netos daqueles que lutaram por ter uma Pateira melhor viram as costas ao tesouro, despendendo o seu tempo por mesas de café... não com a despreocupação de quem se esqueceu, mas sim com a despreocupação de quem nunca se lembrou, que todos temos de intervir. Que é facil dizer que o governo nada faz, mas estávamos á espera de quê?... ele nada faz pela educação, saude, justiça... que são problemas que lhes estão á porta de casa, QUERES SER IGUAL A ELES??
Dou toda a força e cooperação por esta causa, penso que este é um principio daquilo que se pode fazer por este problema. Cada um luta com os meios que lhe são possiveis, e isto!... é um apanágio do povo Português! se há quem tivesse ganho uma batalha sanguinária com uma pá de padeira, porque não tentar com as "pás" que temos á disposição...
Força com este movimento.
Caro "habitante das margens", de facto já deu mais vontade de habitar as margens da Pateira, é triste ver o que aconteceu a uma lagoa em tempos tão acarinhada e agora tão abandonada. Concordo contigo e penso que é urgente reagir contra o marasmo. Só depende da nossa força de vontade, todos nós podemos ajudar. Eu quero...quem quer?? Pela Pateira é que vamos, como qualquer poeta poderia dizer...
São iniciativas como estas que fazem falta ao nosso concelho, no sentido de fazer com que as populações aguedenses tomem consciência dos problemas com que a terra onde vivem se debate!
Concordo...
meus caros...
até quando
digam por favor...até quando é que vamos continuar a ver esta vergonha, que todos os dias aumenta naquela que é a maior lagoa natural da peninsula ibérica. Será preciso fazer mais o quê, para que a Pateira deixe de se tornar na maior vergonha de Portugal, para se tornar na maior riqueza deste pais.
Eu sei o que é preciso!
È preciso, todos colaborarem, é preciso deixarmos de ter autárcas a comprarem ceifeiras necessárias mas nao comprovadas, é preciso todos nós unirmo-nos sobre esta riqueza, que é admirada por todos os europeus que a visitam, menos por todos nós que passamos por ela todos os dias!!
meus caros...comecem a olhar e a sentir a pateira, pois só assim iremos algum dia alcançar o respeito que a pateira merece...
até sempre...
Olá,
Penso que este não é um problema local e sim nacional... O nosso país tem assistido de braços curzado a grandes ataques ambientológicos.
Ainda no outro dia enquanto visitávamos o Rio Ave já bastante poluído deparámo-nos com um cenário de podridão! Peixes com vários anos mortos e em decomposição nas márgens deste rio.
Em todos os locais onde existem "maus" pescadores (nem me atrevo a chamar-lhes desportivos!), encontramos lixo nas márgens... eu sempre que posso levo um saco para recolher o lixo dos outros! Onde está o civismo?
Sou do Porto, mas vou frequentemente até Aveiro e sempre que for preciso ajuda... estarei aqui!
Abraço
Pedro
Pois é..
Até me sinto velho ao ler este texto!
Lembrar a Festa do Emigrante é das coisas que abrem brechas na nostalgia da minha infância..
Nao tive oportunidade de estar presente no debate, mas do excerto que folheei num jornal das redondezas saltou uma ideia que se fez forte aos meus olhos: a de que é necessário aumentar a base de pessoas preocupadas com o assunto. E parece-me ainda mais importante - isto numa perspectiva de futuro, não tanto na resolução do problema imediato - aumentar a base de pessoas de alguma forma relacionadas com a Pateira.
A vida da vila já se fez em torno da lagoa, mas hoje é evidente que o seu relevo diminuiu bastante, tornando-se um espaço não-funcional, o jardim abandonado das traseiras.
É preciso criar formas de passar tempo de qualidade na Pateira, já que o seu lugar central na produção e na "economia" das gentes se perdeu com a evolução da sociedade.
Parece-me que o único caminho para voltar a pôr a Pateira de boa saúde, e até mesmo para a tornar mais respeitável e atractiva para os organismos que têm o dever de a zelar e promover, é torná-la uma coisa realmente importante para nós.
Se dentro de uns anos parte da população "ribeirinha" utilizar a Pateira diariamente em actividades desportivas, de lazer e até económicas, teremos conseguido "limpar o pó" daquele velho espaço e dar-lhe de novo uma utilidade.
É o meu desejo..
Por último, parece-me que não é hora de criticar mas de ajudar. Para mais se o autor da crítica for alguém como eu, que estou descansado no sofá, ou como outros/as que por aí andam.
Não sei se muito ou pouco do que disse tinha já sido dito no debate. Se sim, foi por desinformação. Passem à frente.
«Desde criança que “já sinto a Pateira”. Lembro-me com saudade da festa do Emigrante que enchia as margens da Lagoa de gente curiosa que vinha espreitar as acrobacias dos aviões e dos paraquedistas. Lembro-me do ambiente festivo que durante dias dava cor e alegria a Fermentelos, que se enchia de orgulho para falar da “sua” Pateira. Quem não se lembra do tão esperado fogo aquático nas águas da Lagoa Adormecida (assim carinhosamente apelidada)?»
Que lindo!!! Que saudades desses dias!!! Dias de festa, com muita gente, barulho e lixo...
Se quem escreveu este comentário é um dos responsáveis deste blog então está tudo dito!
Se as TUAS únicas recordações "saudosas" de infância da Pateira são estas, então não sabes nada sobre a Pateira. Estas recordações representam alguns dos maiores crimes ambientais cometidos na Pateira: a sua exploração turística selvagem, a destruição do habitat natural, etc.
Lamento dizer mas não "sentes" a Pateira mas sim outra coisa!
Quando à "iniciativa" nem comento.
De facto mais vale não comentares. O teu silêncio vale por si!
Já por aqui tinha passado, mas so agora é que me deparei com a issuficiência mental deste sujeito que se autointitula «Floribela II» os seus post são tão ridículos quanto a pesrsonagem que o inspira o seu nick.
Tenho pena que continue a haver uma série de indivíduos que realmente só se importam com as atitudes dos outros não reparando nas suas desprovidas vidas.
Nada me afecta o facto desta floribela não concordar com o avanço turistico da Pateira, agora não denota muito conhecimento, quando diz que esses actos foram as maiores atrocidades contra a Pateira.
Pensa em 1º lugar, não queiras ser sempre o 2º.
O «Habitante das Margens» realmente só mesmo tu para falares em nicks e o seu significado. Com esse nome lindo!!! Tu realmente deves "habitar" bem longe da realidade. E já agora é «Floribella» e não «Floribela». Aprende a ler e a escrever! Ou melhor, não escrevas mais nada, a humanidade agradece.
Que rico desputa que aqui está...
Agora junta-se a amiga na revolta dos pasteis de nata
Foquem-se no problema!
FORÇA A ESTE MOVIMENTO